Plano de Ação para riscos climáticos é debatido em Matão
A Prefeitura se reuniu com o Instituto Votorantim/Citrosuco e Fundação Getúlio Vargas (FGV) para planejar ações climáticas.
O objetivo da reunião do Grupo de Apoio a Gestão Pública, formado por servidores municipais, foi iniciar o planejamento para ações preventivas, em 2026, frente as questões climáticas, com base nas pesquisas apuradas no ano passado.
A medida é fruto da parceria entre a Prefeitura, o Instituto Votorantim/Citrosuco e Fundação Getúlio Vargas (FGV), que para além da prevenção, tem o objetivo de fortalecer ações existentes, como os Plano de Contingência e o Plano de Estiagem, executados desde 2022.
Na primeira reunião do ano, realizada este mês de março, pelo Grupo AGP - Ação Climática, mediada pela pesquisadora da FGVces, Laura Portela, os representantes debateram sobre os resultados obtidos no ano passado e as prioridades para 2026, como o engajamento de mais membros a este projeto e as possibilidades para a concretização de um Plano de Ação, a ser definido até o mês de abril.
Conforme avaliou o prefeito Cido Ferrari, “as pesquisas, seguidas de ações preventivas, frente aos riscos trazidos pelas fortes chuvas e períodos de muita seca, são medidas importantes, pois nos ajudam a evitar situações de calamidades e tomar decisões assertivas, em relação as melhorias na infraestrutura urbana e rural, e assim cuidar da segurança das pessoas no nosso município”, avaliou o prefeito Cido Ferrari.
Para o tratamento emergencial das questões do clima, Matão executa o Plano de Contingência, através do mapeamento de riscos, avaliação de impactos, definição de estratégias de resposta, atribuição de responsabilidades, criação de procedimentos operacionais (checklists), simulações, treinamento de equipes e revisão periódica.
Já o Plano de Estiagem, é um documento estruturado para antecipar, prevenir e minimizar os impactos da falta de chuvas, especialmente o aumento de incêndios, baixa umidade do ar e escassez de água.
A pesquisa realizada pelo grupo AGP - Ação Climática, em 2025, levantou informações sobre a questão climática em Matão e avaliou como o município gerencia os riscos, a fim de desenvolver metodologias para adaptação às mudanças climáticas.
O estudo contou com a participação de servidores das Secretarias de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Segurança, Trânsito e Defesa Civil; Educação e Cultura; Desenvolvimento Social e Cidadania; Desenvolvimento Econômico; e Secretaria de Governo.
Já as estatísticas de risco climático foram apuradas nos seguintes meios: institutos de pesquisa, como o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN), Atlas Digital de Desastres no Brasil e dados da plataforma AdaptaBrasil.